Crítica – Morte no Nilo

As férias do detetive belga Hercule Poirot, no Egito, a bordo de um glamoroso navio cruzeiro, transformam-se numa procura terrível por um assassino, quando a lua de mel idílica de um casal perfeito é tragicamente interrompida. Situado num cenário épico de paisagens desertas arrebatadoras e as majestosas pirâmides de Gizé, este conto de desenfreada paixão e ciúme incapacitante apresenta um grupo cosmopolita de viajantes impecavelmente vestidos, e voltas e reviravoltas suficientes para deixar o público expectante até ao chocante desfecho final.
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Nossa Opinião:
    Em uma continuação direta do filme Assassinato no Expresso do Oriente de 2017, estamos diante de uma nova versão de uma das inúmeras desventuras do detetive Hercule Poirot, consagrado personagem de Agatha Christie. 
   Nesse filme, percebemos uma visão mais humana do metódico protagonista (e provavelmente portador do Transtorno Compulsivo Obsessivo). Detalhes que o tornam empático para o público e diferente do que foi visto em seu filme anterior. Esse rico personagem se apresenta literalmente como uma “mosca na parede”, ou seja, observando tudo aquilo que acontece a sua volta. 
    A direção do filme opta em mostrar o protagonista sempre um segundo plano em um primeiro momento. Quando ele assume sua parte, com o brilhantismo que lhe é peculiar, ocorre uma mudança que mostra que há mais de um “plot” no filme. Isso o torna especial.  
       É um ótimo filme e tem a nossa recomendação. Para quem conhece o personagem, vale conferir essa abordagem nova.    
Estreia Nacional: 10 de fevereiro de 2022