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Vendendo sonhos: A falácia do empreendedorismo brasileiro

imageViver o grande sonho de ser dono do próprio nariz é algo que buscamos a nossa vida toda. Talvez seja uma busca sem fim. Nasce da nossa eterna insatisfação com a vida e ao mesmo tempo alimentada por nossa fé/desejo de que tudo pode acontecer.  Uma mistura deveras perigosa eu acredito.  Ainda mais quando ela se transforma em uma oportunidade mercadológica.

O tom severo da minha última oração não é fruto do meu exagero como muitos que eu conheço poderiam afirmar. Na verdade, é aquele potencial humano ganancioso que sabendo que “…o dinheiro que move o mundo” encontra nessas insatisfações ou desejos reprimidos uma forma de ganhar dinheiro.  Veja, eu já vivenciei isso mais de uma vez (mais vezes do que eu gostaria de ter vivido) e acontece quase como se fosse uma via natural.

Se você for um vestibulando, vai correr atrás de uma cursinho para conseguir uma boa faculdade. Nesse nicho nascem milhares de cursinhos, até sistemas pedagógicos que preparam o aluno desde cedo para encarar esse momento. Se você for um estudante de Direito, vai procurar um cursinho para passar na prova da Ordem. Ou quem sabe um cursinho para passar naquele concurso público.

Mas pode ser que seja o seu caso (ou necessidade) de ser seu próprio chefe e abrir um negócio. E ai nasce o EMPREENDEDORISMO. Essa “maravilha” que leva milhares de brasileiros a se tornarem pequenos empresários. O sonho de ter seu próprio negócio preenche aquele vazio que sempre diz que temos que ser donos do nosso próprio nariz. Dá uma verdadeira satisfação. Você busca cursos, palestras, que te vendem mundos e fundos que essa sempre deveria ter sido a sua primeira opção na vida.

Esses arautos do sete peles fazem uma verdadeira lavagem cerebral lavando o seu ego que SEMPRE precisa de um afago e uma necessidade de se satisfazer. E nesse momento você investe o pouco dinheiro que têm, ou se endivida até a próxima geração para realizar esse “Sonho”. Depois de assinado o contrato, é que se começa a lembrar que esse país é que tem as maior carga tributária da América do Sul; que tem que respeitar as regras antigas e duras da CLT no que se refere aos seus funcionários; Lembra que a previsão de lucro é em três a quatro anos, e por ai vai.

Citando e parodiando Mary Schimch, do Chicago Tribune no seu texto “Wear Sunscreen” ou Filtro Solar eu digo:

Se eu posso te dar conselhos, eles seriam: Primeiro, use filtro solar. O segundo, ser empreendedor não é para qualquer um.

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