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“VAZANTE”, DE DANIELA THOMAS, ESTREIA NO FESTIVAL DE BERLIM

Vazante, primeiro filme solo de Daniela Thomas, que codirigiu Linha de Passe (Palma de Ouro de Melhor Atriz em Cannes 2008) e Terra Estrangeira ao lado de Walter Salles, terá sua estreia mundial no próximo Festival Internacional de Cinema de Berlim (09-19 de fevereiro 2017), na Alemanha, como parte da In Focus: Reclaiming Black History, sessão especial criada na mostra Panorama sobre filmes com uma nova abordagem da história dos negros na América do Norte, América do Sul e África. Além de Vazante, I Am Not Your Negro e The Wound também serão exibidos.

“É emocionante que o meu primeiro filme solo, Vazante, seja selecionado para a mostra Panorama do Festival de Berlim. A Berlinale é talvez o festival que mais impacto tenha tido no cinema brasileiro das últimas décadas, premiando Central do Brasil, Fernanda Montenegro, Tropa de Elite e Que Horas Ela Volta. É uma honra e um privilégio voltar aos grandes festivais de cinema que me deram tanta felicidade, como o de Cannes, em 2008, quando recebi a Palma de Ouro para Sandra Corvelloni, por sua linda Cleuza de Linha de Passe. Fico muito orgulhosa de ter Sandra mais uma vez brilhando em um filme meu. Meu coração está acelerado”, comenta Daniela.

O filme se passa em 1821, no interior do Brasil, nas serras pedregosas das Minas Gerais, depois da economia local, que era baseada na extração de diamantes, ter entrado em colapso. O ator português Adriano Carvalho vive Antonio, um patriarca do século XIX, que ao voltar de uma longa viagem conduzindo uma tropa de escravos descobre que sua mulher morreu em trabalho de parto. A estreante Luana Nastas é Beatriz, menina que lhe é dada em casamento. Na ausência do marido, Beatriz fica sozinha com os escravos. Solidão, incomunicabilidade e preconceito levam a uma espiral de violência.

Vazante teve como locação principal a fazenda Ribeirão, uma mansão do século XVIII a uma hora de estrada de terra da cidade histórica do Serro, em Minas Gerais. Para o filme, o ator Toumani Kouyaté abriu as portas da comunidade de seus conterrâneos da África subsaariana refugiados em São Paulo, e Rodrigo Siqueira, diretor do documentário Terra Deu Terra Come, indicou os caminhos para uma dezena de comunidades quilombolas da região Diamantina, de onde foi arregimentado o elenco da senzala. Para compor a fotografia de época, foi chamado Inti Briones (fotógrafo dos últimos filmes de Raoul Ruiz); e Valdy Lopes JN e Cassio Brasil, para a direção de arte e figurino, respectivamente. O som ficou a cargo de Vasco Pimentel (Meu Querido Mês de Agosto). Rosemary Paiva foi a maquiadora. A montagem foi feita por Estevan Schilling e Tiago Marinho. 

 

SINOPSE

Minas Gerais. Século XIX. De volta à casa, depois de longa viagem conduzindo uma tropa de escravos, Antonio (Adriano Carvalho) descobre que a mulher morreu em trabalho de parto. Sentindo-se sozinho e isolado em uma fazenda improdutiva, busca um novo casamento com Beatriz (Luana Nastas), uma menina muito jovem, que frustra seus planos de ter filhos. Antonio volta às expedições negociando escravos e gado. Sozinha na imensa propriedade, Beatriz encontra nos escravos sua companhia. Uma traição implode a família em uma espiral de violência, que é o anúncio dos ventos da mudança.

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