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Netflix mudou a forma de assistir TV


A Netflix pode ter rompido padrões ao lançar todos os episódios de House of Cards simultaneamente em 2013, mas é o público que está mudando a personalidade da TV – e isso vai além das maratonas. Dos personagens com quem escolhemos acordar aos programas que optamos por assistir na hora de dormir, quando as pessoas passam a ter o controle sobre a própria programação, ver TV se torna uma experiência totalmente diferente.

“Por anos, nossa vida teve que se ajustar à televisão, e agora é o oposto disso”, disse Cindy Holland, vice-presidente de conteúdo original da Netflix. “Nós passamos o controle ao público, e é interessante ver os comportamentos que surgem quando as pessoas não estão presas a uma grade de programação. E é mais interessante ainda ver que esses padrões se repetem no mundo todo”.

Em um mundo no qual as notícias são mais estranhas que a ficção, nossos dias começam com comédia. Embora pareça inusitado que paródias sejam uma opção matinal, justamente por volta das 6h da manhã, a chance de os assinantes assistirem a comédias é 34% maior em comparação com o restante do dia. O bloco de risadas da manhã inclui nomes como Dev Shah (Master of None), DJ Tanner-Fuller (Fuller House) e Charlie Harper (Two and a Half Men), para citar alguns. No caso do Brasil e de alguns outros países, a busca por gargalhadas começa ainda mais cedo: a probabilidade de uma comédia ser escolhida como opção na parte da manhã é 78% maior em relação ao resto do dia.

Os animes estão com tudo até o horário do almoço. Para algumas pessoas, a primeira metade do dia não está completa sem um bom anime. Séries como Naruto e Death Note têm audiência acima da média entre 6h da manhã e meio-dia no México, na Colômbia e na Argentina. No Brasil, a audiência de animes aumenta entre 2h da manhã e 14h.

O almoço é servido com uma boa dose de drama. No mundo todo, os dramas representam quase metade (47%) das horas assistidas globalmente entre meio-dia e 14h (um aumento de 5% em comparação com o resto do dia). É neste horário que os assinantes preferem assistir a títulos como Narcos, House of Cards e Grey’s Anatomy, por exemplo. O horário do meio-dia é especialmente popular no Brasil, onde a probabilidade de os membros assistirem a séries é 25% maior em relação ao resto do mundo. E quem disse que séries como Supernatural, The Vampire Diaries e 3% devem ser assistidas apenas à noite?

Na hora de dormir, gêneros opostos também se atraem. Não é surpresa alguma que suspenses como Stranger Things, Dexter e Breaking Bad sejam devorados à noite. No mundo todo, a busca por títulos desse gênero tem um aumento de 27% por volta das 21h. No Brasil, esse horário se estende até 3h da manhã. No entanto, na hora de dormir, assinantes do mundo todo expulsam o Demogorgon, Dexter e Walter White da cama em busca de algo mais leve como Friends, That ‘70s Show e BoJack Horseman. Aparentemente, os assinantes preferem começar e terminar o dia dando risadas.

As madrugadas são destinadas ao aprendizado – os assinantes estão se ligando, e não desligando. No mundo todo, 15% dos assinantes estão assistindo à alguma série entre meia-noite e 6h da manhã – no Japão e na Coreia do Sul este número sobe para 21%. Mas o que esses corujões estão assistindo não é o que você pensa. Documentários como Chef’s Table, Making a Murderer e Planet Earth são mais assistidos nesse horário, com um aumento de 24%. A busca por um entretenimento de qualidade (e conhecimento) não se apaga quando as luzes são desligadas.

Por fim, a hora de assistir Netflix é a qualquer hora. Quando é o público que encaixa a TV em sua agenda e não o oposto, vemos picos de streaming em horários como 17h na Índia e 21h no Brasil, ou até mesmo 22h na Argentina e em Singapura.

Para definir as novas “regras” da televisão, Frank Underwood tem a resposta: “Se você não gosta de como a mesa está posta, vire a mesa.”

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