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Pelo direito de não saber tudo


rachel

Já dizia algum filósofo da internet (ou não, não lembro onde li isso) que “é melhor ficar calado e pensarem que você é um idiota do que abrir a boca e terem certeza”.

Num lugar onde topo mundo opina sobre tudo com tamanha propriedade, chega a ser inacreditável a quantidade de merda besteira que lemos por aí. O mundo de hoje (ia falar “a sociedade” p/ soar ainda mais chata) cobra uma opinião formada sobre tudo. O que você acha da vinda de médicos dos outros países? Você é contra ou a favor do aborto? Quais os limites do humor? O que você acha das manifestações? Em quem você vai votar? É a favor das cotas?

Quanto tudo o que você tem vontade de falar às vezes é: Não me interessa, f***-se! NÃO SEI! Simplesmente porque, verdade seja dita, a gente não se importa com boa parte das coisas que estão sendo discutidas. Por isso, acabamos repetindo velhos discursos baseados no que está sendo amplamente divulgado porque “pega bem”.

Não estou fazendo apologia à alienação, pelo amor de (insira aqui a entidade superior que você acredita), só não se sinta “obrigado” a falar do que você não entende. É absolutamente normal e aceitável não ser um expert em todos os assuntos e querer pedir uma ajuda às placas ou aos universitários (beijo p/ quem entendeu a minha referência idosa) de vez em quando.

Desta forma, evitaríamos comentários como:

“Me perdoem se for preconceito, mas essas médicas cubanas tem uma cara de empregada doméstica. Será que são médicas mesmo? (e continua a defecação digital)”

Jornalista (VERGONHA P/ CLASSE!) Micheline Borges sobre a vinda dos médicos cubanos ao Brasil

“Tem muitos pais, tem muitas mães, que não concordam com essa aberração. Eu não acho bonito nem um homem e uma mulher, em público, ficarem se atracando. Tem coisa que é particular. Imagina duas mulheres ou dois homens, não acho bonito”.

Mara Maravilha (alguém ainda lembra dela?) falando dos homossexuais.

Agora, se me dão licença, vou terminar meu cartaz com a máscara do Guy Fawkes mostrando meu repúdio ao governo, à mídia, aos alienados, ao funk, e ao trakinas com farinha integral.

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