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Como estamos pensando?


Eu me peguei analisando isso. Tive que parar tudo que estava fazendo para em um instantante entender o porque estava com a cabeça tão acelerada e com pensamentos tão inconstantes e misturados que o alerta geral foi acionado. Sentimentos completamente opostos em conflito sem uma fronteira bem definida entre elas. Eu explico. Como defender a redução da maioridade penal, se não temos condição de reabilitarmos esses jovens com educação e ao mesmo tempo impedir que a violência (na sua grande maioria praticada por menores de idade, portanto protegidos pela lei) seja diminuída?

Me encontrei sem resposta. Sem certo e nem errado, acabamos tomando decisões que suprem as nossas necessidades. Racionalmente pensamos em ideologias, em linhas de pensamento,

mas no fundo acabamos cuidando dos “nosso próprios rabos”. O medo é um grande fator. É tamanha a quantidade de informações que somos bombardeados diariamente que o adjetivo “medo” se torna imprescindível (leia-se, publicável).

É muito triste identificar como o capitalismo lucra com o medo. Seja com armas, ou equipamentos, ou meios dos mais diferentes tipos nos dêem a frágil sensação de segurança. A mídia lucra também. Acabamos tendo que colocar cada um de nós os dois pés dentro desse mar de lama, porque somos cidadãos responsáveis, ainda mais se estivermos em profissões como as de comunicação. Chega um determinado momento que você entra exaustão.

Onde estão as notícias boas? Ok, para mídia não interessa. Ok, família também muitas vezes não é sinônimo de fonte de boas notícias. A recomendação médica é simples: faça para você bons pensamentos para que se gerar boas notícias. Reúna mentalmente ou em um papel coisas boas, ou pensamentos que te tragam sentimentos bons a tona e faça uma lista. Depois, elabore uma história simples, relembrando cada um desses momentos (não precisa ser nenhum Machado de Assis, algo simples como a lembrança de ver um álbum de retratos).

Quando cada um desses momentos trouxer essa coisa boa, tente lembrar de mais detalhes que tornem essa memória mais feliz e real. Depois disso, tenho certeza que você estará se sentindo bem melhor. Nesse momento, procure uma pessoa e deseje a ela de coração o melhor bom dia/boa tarde/boa noite/como vai que você puder. Uma diferença enorme você fará para outra pessoa e para você. Você pode não acreditar nessa receita e eu te entendo. Mas em um mundo de sangue e tiros que vivemos, mal isso não faz e não custa nada.

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