Crítica: Setembro 5

Em Setembro 5, uma equipe de jornalistas esportivos precisa mudar sua cobertura radicalmente quando atletas são feitos de reféns dentro da Vila Olímpica. O drama histórico conta a história do Massacre de Munique, atentado que aconteceu nos Jogos Olímpicos de Verão de 1972 na Alemanha, a partir do ponto de vista da equipe de transmissão da ABC Sports.

Na noite de 5 de setembro de 1972, um grupo terrorista chamado Setembro Negro invadiu a Vila Olímpica e fez 11 atletas da delegação israelense de reféns. Então, os jornalistas esportivos que estavam cobrindo o evento tiveram que transformar a abordagem de suas pautas para noticiar ao vivo o que estava acontecendo durante o sequestro que viria a se tornar o maior atentado terrorista a acontecer em um evento esportivo até hoje.

Nossa Opinião

Esse filme é sem dúvida uma ferramenta fundamental para estudo das faculdades de jornalismo. A riqueza de detalhes e as inúmeras discussões éticas que a película levanta são de extrema importância para o desenvolvimento dos futuros profissionais.

O retrato do jornalismo “hard news” e a busca pelo furo de reportagem levam um time de jornalistas esportivos tomarem decisões que questionam em diversos momentos a ética sobre a notícia.

É primorosa a caracterização e fotografia do filme levando o expectador em um mergulho a realidade de 1972. A forma que o diretor Tim Fehlbaum decidiu contar a história do filme leva ao espectador a integrar essa equipe de jornalistas da ABC e viver as mesmas emoções que eles vivem.

É um ótimo filme. Uma reencenação histórica que mostra o funcionamento do jornalismo. Não é necessariamente um filme de nicho, mas com certeza será reverenciado por inúmeras faculdades de jornalismo. Entendo que seja sim uma opção para ser assistida no cinema.