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After – Anna Todd


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Olá, meu nome é Marianne e eu li “After”. Em minha defesa, eu não sabia que era baseado em uma fanfic do One Direction. É oficial, cheguei ao fundo do poço.

Eu tenho por hábito sempre ler antes de dormir. E como a minha intenção é relaxar, nessa hora minha opção é sempre um chick lit. Foi assim que acabei comprando “After”, da Anna Todd. Como o livro não estava junto com aqueles de capa preta da Sylvia Day, achei que era um romance light e bobinho, e não tinha ideia (até pesquisar na internet depois de já ter começado a ler).

Felizmente, a imaginação é livre, então imaginei qualquer outra pessoa no papel de Hardin, ao invés do tal Harry Styles, que para mim não passa de um adolescente sem pelo na cara que saiu na revista por ter apertado a bunda do coleguinha de banda. Foi ele? Whatever, o máximo que conheço de One Direction é a versão do Nissim Ourfali.

A premissa não poderia ser mais clichê: Tessa é uma adolescente certinha e virgem, que tem a vida toda planejada e um namorado perfeito, mas ao ir para faculdade, se apaixona por um “bad boy”, totalmente seu oposto, cheio de tatuagens e tal.

Inicialmente eles ficam naquele jogo de gato e rato, com ele sendo um babaca e ela chorando o tempo todo, até que se beijam. Aí repete o ciclo, até que dão um amasso. Aí repete o ciclo, rola umas brincadeirinhas picantes. Aí repete o ciclo por mais 400 páginas, até eles finalmente transarem. Então, eles estão “oficialmente” apaixonados, mas continuam brigando e se reconciliando. Até que ela descobre o segredo dele (super ultra mega óbvio) e acaba o livro, porque como se não bastassem 500 páginas de nada, vai ter continuação.

Eu tô falando mal, mas não achei o livro de todo ruim. Eu ri em boas partes, principalmente nas partes que eram p/ ser picantes, e me distraí bastante; como foi p/ isso mesmo que eu tinha comprado, tá ok.

O que me chama a atenção é a quantidade de menininhas que adorariam viver essa história na vida real. Tessa não tem por onde ser mais estúpida e sem dignidade. Hardin não faz a menor questão de esconder que é um babaca em boa parte do tempo, dá altos foras nela, e ela continua atrás, chorando e se rendendo aos beijos do rapaz.

Não li 50 tons de cinza, mas pelo que já ouvi a respeito, a mocinha também é uma submissa e foi assim que foram surgindo vários livros do gênero. Nada contra esse tipo de leitura, como disse, para entreter é ótimo. Mas, por favor, não queira ser essa mulher sem amor próprio, completamente dependente e carente de um homem que por mais que seja um deus grego e bom de cama, não passa disso.

Não faça dessas histórias, o seu ideal de vida.

No mais, leia o que quiser e não seja aquela pessoa que paga de intectualoide dizendo que isso não é literatura, porque isso sim é demonstração de ignorância. Esses são os meus votos para você em 2015!

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2 Comentários

  1. Brett Penace
  2. Marianne Wilbert
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