Crítica: Queer

Queer é um filme de drama e romance histórico de 2024 dirigido por Luca Guadagnino a partir de um roteiro de Justin Kuritzkes, baseado no romance de 1985 de William S. Burroughs. Ambientado na Cidade do México dos anos 1940, o filme acompanha um expatriado americano rejeitado que se apaixona por um homem mais jovem.

Nossa Opinião:

Esse é um filme de nicho como naturalmente se pode imaginar. O Tema focado na Comunidade G cis gênero da ampla comunidade LGBTQAPN+ baseado no romance homônimo de William S. Burroughs trata de uma história que é um lugar comum mas com tons didáticos para uma nova geração de jovens que buscam histórias para se identificar.Alguns detalhes do filme não são apresentados de forma clara como o fato do protagonista William Lee (vivido por Daniel Craig) ser um americano expatriado. A película se passa nos anos 1940 e trata a homoafetividade como se fosse um traço de perversão. Compreender esses detalhes fazem com que o expectador consiga fazer um paralelo com os tempos atuais e consiga absorver o resultado de tantas lutas para alcançar as vitórias de hoje. Apesar disso, mostra problemas inerentes de relacionamentos por interesse financeiro e uma enorme carência quando se trata de uma convivência amorosa. A atuação de Daniel Craig foi desafiadora para ele. Ele sai de um papel por anos como macho alfa na saga dos filmes de James Bond para viver um homem gay cis frustrado como é o personagem William Lee. Tive bastante dificuldade de me identificar com aquele personagem. No meu entender ele parecia muito caricato. Não conseguia compreender uma realidade em que aquele personagem existisse. Não sei se coloco isso na conta de Craig. O filme trabalha trama de forma detalhada com uso zooms e muita luz e sombra. O uso de CGI para economizar no custo do filme incomoda um pouco (lembre-se que isso é vem de um crítico, logo você não deve nem perceber isso). A justificativa da parte final do filme se aproxima muita da fase da loucura do Memórias Póstumas de Bras Cubas. (Resumindo: Prepare-se). O filme é importante e deve ser visto por essa nova geração.