
Com direção de Tae-hwa Eom, que também assina o roteiro ao lado de Lee Shin-ji, a produção destaca um mundo reduzido a escombros depois de um grande terremoto, sem causa aparente. Depois da tragédia, no coração de Seul, há apenas um prédio em pé, o Hwang Gung Apartments – que é o centro da história. Com o passar do tempo, pessoas de fora começam a entrar nos apartamentos com a intenção de se protegerem do frio extremo e, em pouco tempo, os moradores são incapazes de lidar com o número crescente de pessoas abrigadas no prédio. A partir daí, decretam uma medida especial. O longa traz Park Bo-young, Lee Byung-hun, Park Seo-joon (Parasita), Kim Sun-young e Park Ji-hu no elenco principal e conta com produção da Climax Studio e BH Entertainment Co. Ltd. A distribuição nacional é da Paris Filmes.
Nossa Opinião:
Nessa distopia sul coreana, temos como protagonista um prédio. O único que sobrevivente em um Terremoto devastador e único refúgio para muitos sobrevivente para o frio. O ritmo que o filme impõe é bastante lento o que pode ser algo cultural. Isso torna que um desafio acompanhar o filme. Explico-me: Acaba sendo um percalço se você não estiver motivado para assistir o filme.
A imediata criação de uma nova sociedade dentro daquele território mostra como o ser humano se mostra animalesco ao ser exposto a sua face mais vulnerável quando for colocado diante da sua sobrevivência.
O senso de propriedade em meio ao apocalipse é o mesmo retrato entre o mais ricos do mundo com o resto dele. A luta de classes é a luta pela sobrevivência. O filme retrata essa discussão por meio dessa alegoria no filme.
Diante disso tudo, eu indico esse filme se você está disposto a analisar e pensar sobre o filme. Ele é interessante, apesar desse ritmo lento que pode ser bem desagradável para alguns. Assistir no cinema não é necessário nesse caso (Lembre-se que a ida ao cinema hoje pode ser muito cara). Pode ser visto quando entrar em algum serviço de streaming.