Crítica: A Maldição da Chorona

La Llorona. A Mulher da Meia-Noite. Uma aparição horripilante, presa entre o céu e o inferno, aprisionada em um destino terrível que ela mesma selou. A simples menção de seu nome tem aterrorizado gerações no mundo inteiro. Em vida, ela afogou seus filhos em um ataque de ciúmes, jogando-se nas águas agitadas do rio, debulhando-se em lágrimas. Agora, ela chora eternamente. Suas lágrimas são letais e aqueles que ouvem seu chamado para a morte durante a noite estão condenados. A Mulher da Meia-Noite espreita nas sombras e captura crianças, na ânsia de substituir seus próprios filhos. Com o passar dos séculos, seu desejo se tornou mais voraz… e seus métodos mais apavorantes. Na Los Angeles dos anos 1970, a Mulher da Meia-Noite assombra na noite – e apavora as crianças. Ignorando o alerta de uma mãe suspeita de colocar seu filho em risco, uma assistente social e seus próprios filhos são envolvidos em um assustador mundo sobrenatural. Sua única esperança de sobreviver à ira mortal da Mulher da Meia-Noite pode ser um padre desiludido e o misticismo que ele pratica para manter o mal afastado, na zona onde o medo e o destino se chocam. Cuidado com seus lamentos… nada a impedirá de atraí-lo à escuridão, pois não há alento para o seu sofrimento e nem piedade para sua alma. E não há como escapar da maldição da Mulher da Meia-Noite.

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Nossa Opinião

Pelo título já existe um certo preconceito a ser a vencido. Sim, estamos falando sobre um filme de terror e de época (já que o filme se passa em 1973). Imediatamente somos remetidos a uma série de clichês que são utilizados em filmes como esse. Temos certeza que não estaremos diante de nenhum tipo de inovação no gênero (mesmo que no fundo desejamos presenciar isso). Então qual seria o diferencial desse filme em relação aos demais do gênero? A resposta é mais técnica e talvez pouco perceptiva para o público: movimentação de câmera. Essa opção do diretor em colocar a câmera sem compensação da imagem (o que de maneira mais leiga seria a imagem tremida), remete a ideia de que estamos testemunhando juntos os acontecimentos do filme.  Opção bem interessante. O filme não se utiliza de técnicas de jump-scare (aqueles sustos que te pegam desprevenidos). Na realidade o diretor busca o terror psicológico para gerar o medo no filme, mas não parece alcançar o seu objetivo. O filme que força sua conexão com o filme Anabelle (como fosse um spin-off do mesmo e do filme Invocação do Mal) entretanto não prejudica a sua história. A história acaba se tornando uma receita de bolo tradicional do gênero que não empolga e cumpre o seu papel. Para os fãs do gênero e aqueles que querem curtir algum filme no cinema tem nesse filme uma opção.

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